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| Fotos: Lucas Patrício |
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB), respondeu nesta segunda-feira (8) às declarações da governadora Raquel Lyra (PSDB), que tem atribuído à Alepe a responsabilidade por entraves na execução de obras e políticas públicas no Estado. Em nota pública e pronunciamento nas redes sociais, o parlamentar classificou a postura da chefe do Executivo como uma tentativa de “terceirizar responsabilidades” e cobrou mais transparência do governo.
Segundo Porto, Raquel tem utilizado as discussões em torno de dois pedidos de empréstimo — um de R$ 1,5 bilhão e outro de R$ 1,7 bilhão — como justificativa para a ineficiência administrativa, quando na verdade o Legislativo já teria autorizado créditos que somam R$ 9,2 bilhões desde 2023. Ele afirma que, desse montante, apenas R$ 3,5 bilhões foram contratados e R$ 1,4 bilhão efetivamente liberados, conforme dados enviados pela própria Secretaria da Casa Civil, no Ofício nº 116, de 2 de junho de 2025.
“Essa Casa aprovou todos os projetos encaminhados pelo Executivo, incluindo autorizações legislativas para contrair empréstimos. As dificuldades da gestão por parte do Executivo impediram que o Estado tivesse acesso à totalidade dos valores”, declarou Porto. “A pergunta que fica é: qual obra deixou de ser feita por falta de recursos aprovados pela Alepe?”, questionou.
O presidente da Alepe ainda criticou a gestão estadual por não conseguir avançar com as promessas feitas à população. “As obras não saem do papel porque a gestão não consegue rodar os projetos por pura incapacidade gerencial, e jamais por falta de recursos”, disse.
Porto também destacou que a população enfrenta dificuldades nas áreas de saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, e afirmou que o governo está mais preocupado com narrativas do que com entregas concretas. “O povo pernambucano está cansado de promessas. Basta de narrativas que não encontram aderência à realidade dos fatos”, finalizou.
A declaração do presidente da Alepe amplia o clima de tensão entre os Poderes Legislativo e Executivo em Pernambuco, com críticas diretas à condução administrativa do governo Raquel Lyra. Até o momento, o Palácio do Campo das Princesas não se pronunciou oficialmente sobre o teor da nota.
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